
No âmbito do ciclo de Cinema “Edgar Pêra, uma retrospetiva”, promovido pela Fundação de Serralves, sob a curadoria de António Preto, assisti à masterclass “Cine-diários do homem-Kâmara”, proferida pelo cineasta.
O Cinema como busca incessante do Olhar (ou Prazer) Original.
Há na abordagem dos géneros, dos formatos, da duração, dos planos e na cumplicidade entre as Artes uma (re)inventividade transgressora.
Eis um “fazedor de filmes” para quem uma imagem são muitas imagens dentro de uma só. (Ir)realidade da matéria da Criação em sintonia com o Criador, dado que também ele parece albergar muitos cineastas dentro de si.
Adorei a masterclass “Cine-diários do homem-Kâmara” e das Kâmaras concebidas como prolongamentos do homem. A utopia do prazer cinéfilo realizada.
Uma vasta exposição permite ao contemplador (per)seguir a criação multiforme e profícua de Edgar Pêra. Eis alguns dos meus registos fotográficos:
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“Nota Marginal”: Esta nova rubrica “outras cinefilias” é constituída por outros amores – amores cinéfilos – e só aparentemente é que não se relaciona com o Plano Nacional de Cinema.
Dado que consubstancia, para mim, uma prática preciosa e insubstituível na formação e elevação da minha sensibilidade estética e que consiste em ver filmes nos mais variados contextos, como por exemplo, em festivais, encontros, observatórios, mostras, retrospetivas e ouvir os seus realizadores. Única forma para aprender sobre Cinema. E um privilégio.









































