[Cinequarentena] EDGAR PÊRA presenteia-nos com “O Barão”

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Ficha técnica:

Realização: Edgar Pêra

Argumento:Edgar Pêra, Luísa Costa Gomes
Actores: Nuno Melo, Marcos Barbosa, Leonor Keil
Direcção de Fotografia: Luís Branquinho
Montagem:Tiago Antunes, Edgar Pêra, João Gomes
Música: Vozes Da Rádio
Som: Tiago Raposinho
Produtora: Ana Costa
Produção: Cinemate
Portugal, 2011, 88’

Sinopse:

A história de um vampiro marialva que aterrorizava os habitantes duma região montanhosa. O Barão é um camaleão emocional. Ora se apresenta dócil, ou irascível, um homem-javali, “uma pura besta”. Vive um amor aprisionado, dentro e fora de si. Um amor inatingível. Um ideal corrompido. Idalina, criada aristocrata paira pelo castelo…
Estilizado como uma mistura superior de expressionismo alemão e gótico americano, o confronto entre um observador e um barão feudal foi justamente descrito como kafkiano. O barão apresenta-se como remake de um filme destruído nos anos 40 pelo regime salazarista.

No ano de 1943, durante a II Guerra Mundial, a produtora americana Valerie Lewton chegou a Portugal e casou-se com um actor português que lhe deu a conhecer o conto “O Barão”, escrito por Branquinho da Fonseca. Valerie viu nele a história perfeita para um filme de terror, começando, em segredo, as filmagens numa fábrica do Barreiro.
Quando a PIDE soube da existência do filme, mandou destruir os negativos. A equipa técnica foi repatriada e os actores portugueses deportados para o Tarrafal, na ilha de Santiago, Cabo Verde, onde morreram torturados na “frigideira”.
Em 2005, foram descobertas duas bobinas e o guião do filme nos arquivos do cineclube do Barreiro. Através delas o realizador Edgar Pêra decidiu fazer o “remake” do filme original, contando a história de um barão tirânico que aterroriza a população das montanhas do Barroso, no Norte de Portugal.
In Público 

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