O que viu Luísa Carvalho (11.º CT1) nas curtas de Débora Gonçalves?

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Embora prefira a Escola no Cinema [Teixeira de Pascoaes], o Cinema também vai à Escola com os seus criadores. Eis o testemunho de uma aluna, cuja turma integra pela primeira vez o Plano Nacional de Cinema:

«Na passada quinta-feira, dia 23, tive o prazer de ver, pela primeira vez, duas curtas metragens que mostram uma perspetiva completamente diferente da que tenho sobre o cinema!

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A primeira curta “O cantinho dos artistas” falou sobre um senhor, um artista neste caso, que sabia tocar viola e que, apesar do seu enorme talento e até uma vida repleta de bastantes viagens se limitava a tocar e a encantar um minúsculo bar na Covilhã.

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A segunda curta metragem, e na minha opinião mais difícil de interpretar abordou o que nós, os humanos, estamos atualmente a fazer ao nosso mundo. Esta última é conjugada por vários momentos de música, imagens e algumas frases que nos tentam elucidar.

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No final, estivemos com a recém-licenciada  realizadora, Débora Gonçalves, num pequeno debate, nós colocávamos as nossas dúvidas ou curiosidades e ela tentava responder. Este último momento ajudou também a perceber o verdadeiro significado do cinema nas nossas vidas. DSC_0698

Nunca antes tinha tido uma experiência assim, ou seja, assistir a este tipo de  curtas metragens, estava habituada a filmes longos (longas metragens),  chamados de “filmes comerciais” em que não precisamos muito de pensar ou refletir sobre os mesmos. Desta vez foi diferente. Deparei-me, com duas metragens de poucos minutos a serem mais difíceis de perceber do que filmes que já vira com duas ou três horas. A mensagem, a intenção, a forma (luzes e planos) como foram gravadas as imagens eram uma novidade para mim. Apesar destes obstáculos que me dificultaram a compreensão da curta, posso dizer que adorei a experiência. Para além de ter aberto os meus horizontes em termos cinematográficos, falar com a  realizadora, todo esse ambiente fez-me perceber que afinal o Cinema é algo completamente diferente do que pensámos e que, principalmente, este tipo de cinema é, na realidade, interessante e cativador.

Luísa De Carvalho 11.º CT1»

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