Cinema de Animação: exposição/transposição da Casa Museu de Vilar para a Porta 43

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A associação Gatilho, no âmbito do FLIP – II Mostra de Cinema de Animação de Amarante,  tem uma exposição sobre o Cinema de Animação e a sua biografia.  A diversão no manuseamento de alguns instrumentos é inenarrável.

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O PNC da ESA, parceiro do FLIP,  brincou com a caixa de areia e a Lanterna Mágica.

“A Lanterna Mágica é um aparelho para projecção de imagens sobre vidro pintadas em cores translúcidas. É composta por uma fonte luminosa, que nas imeiras lanternas era uma simples vela ou um candeeiro a petróleo, um reflector, um condensador e uma objectiva. É o primeiro aparelho destinado a projecções colectivas, contrariamente às caixas ópticas ou instrumentos ópticos para olhar individualmente através de lentes, espelhos ou prismas. São espectáculos para admirar em companhia, nas praças, num salão ou numa sala de projecção.
As origens deste aparelho espectacular foram investigadas nos mais antigos documentos de óptica. Não existe uma data certa que testemunhe a sua invenção, mas atribui-se ao célebre astrónomo holandês Christiaan Huygens, em 1659, uma das primeiras descrições da lanterna mágica. Alguns anos depois, o dinamarquês Thomas Walgenstein utiliza a lanterna como aparelho para realizar espectáculos, enquanto o padre jesuíta alemão Athanasius Kircher aproveita as suas potencialidades, transformando-o num eficaz instrumento pedagógico, descrito na segunda edição da sua obra ARS LUCIS ET UMBRAE, impressa em Amesterdão em 1671. A história do progresso técnico e imaginativo deste aparelho é extremamente rica e fascinante e a sua evolução desenvolve-se até o fim Séc. XIX.
A Lanterna Mágica atinge o seu momento de maior auge no âmbito científico em 1700 quando é utilizada frequentemente nos gabinetes de óptica como instrumento de ensino. (…)
A popularidade e interesse pela Lanterna Mágica levaram ao aparecimento, em muitos países da Europa, de um novo ofício: o de Lanternista ambulante, tal como dois séculos depois aconteceria com o cinema.(…)
Não se sabe quando teriam aparecido em Portugal as primeiras Lanternas Mágicas, nem quando se teria dado o primeiro espectáculo público de projecções com um desses aparelhos. Mas, pelo menos, sabe-se que em 22 de Abril de 1800, segundo o refere, na sua correspondência, o Ver. Carl Israel Ruders,
capelão da Legação da Suécia junto da Corte de Portugal, foi oferecido ao povo de Lisboa um espectáculo público de Lanterna Mágica. (…) “[1]

Oportunidade preciosíssima de acompanhar vários  storyboards, nomeadamente o da “História Trágica com um final Feliz“, a curta-metragem de Regina Pessoa que nos apaixonou e apaixona e sobre a qual trabalhamos no ano letivo 2014-15.   pnc011pnc016   pnc021 pnc015pnc022pnc012pnc025pnc027pnc020pnc009 pnc033pnc023 pnc004
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 A Magia  irrompe do mundo do Imaginário e fantasioso com que o visitante é contagiado. Alunos e professores da ESA, e não só, podem aprender sobre Cinema de Animação,  divertindo-se!

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[1] Alves Costa, A Longa Caminhada para a Invenção do Cinematógrafo, Cineclube Editorial, Porto, 1988

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[Programa do FLIP]

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