{"id":4877,"date":"2020-07-27T14:58:43","date_gmt":"2020-07-27T14:58:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/?p=4877"},"modified":"2020-07-27T15:05:19","modified_gmt":"2020-07-27T15:05:19","slug":"pas-perdus-saguenail-2008","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/2020\/07\/27\/pas-perdus-saguenail-2008\/","title":{"rendered":"Pas Perdus, Saguenail, 2008"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_4878\" style=\"width: 541px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Pas-Perdus.-Desenho-Naisa-Barbosa-1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4878\" loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-4878\" src=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Pas-Perdus.-Desenho-Naisa-Barbosa-1-1024x704.jpg\" alt=\"Pas Perdus. Desenho Naisa Barbosa (1)\" width=\"531\" height=\"365\" srcset=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Pas-Perdus.-Desenho-Naisa-Barbosa-1-1024x704.jpg 1024w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Pas-Perdus.-Desenho-Naisa-Barbosa-1-300x206.jpg 300w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Pas-Perdus.-Desenho-Naisa-Barbosa-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 531px) 100vw, 531px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4878\" class=\"wp-caption-text\">Desenho de Naisa Barbosa, 10.\u00ba AV<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo desafio do ano letivo consistiu em fruir o filme &#8220;Pas Perdus&#8221; de Saguenail, 2008, no \u00e2mbito das disciplinas de Filosofia e Literacia, Comunica\u00e7\u00e3o e Pensamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de 175 alunos inspiraram-se no filme para criarem textos em prosa e em poesia, desenhos e ilustra\u00e7\u00f5es. E\u00a0 foram t\u00e3o criativos que hoje publico, orgulhosa, o maravilhoso desenho da Naisa e o bel\u00edssimo texto do Duarte Lopes, do 10.\u00ba CT5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<strong>Uma vida de Mala<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ahh\u2026 aquela noite. Lembro-me como se fosse ontem. Ou anteontem ou\u2026qualquer outro dia. A verdade \u00e9 que quando se vive sem objetivos acabamos por nem sequer viver. No fundo, apenas existimos. E eu como mala e com meu estatuto de objeto, n\u00e3o posso ambicionar muita coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro j\u00e1 tive os meus sonhos e n\u00e3o eram nada revolucion\u00e1rios: n\u00e3o ambicionava viajar at\u00e9 \u00e0 lua como Georges M\u00e9li\u00e8s em 1902, nem queria descobrir o significado de \u201cRosebud\u201d. Eram apenas sonhos como os de qualquer outra mala. Quando ainda era apenas tecido, ambicionava vir um dia a participar em <em>passerelles <\/em>e ser usada por modelos famosas. Mas isso n\u00e3o era algo que dependesse de mim, mas de quem me iria costurar e dar forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00eas humanos, s\u00e3o privilegiados nesse aspeto, e nem reparam muito nisso. S\u00e3o dotados da capacidade de pensar, criar e desenvolver, e na maioria das vezes n\u00e3o utilizam essa virtude. N\u00e3o s\u00e3o inteiramente dependentes da forma que algu\u00e9m vos d\u00e1. Ali\u00e1s, podem desenvolver a vossa pr\u00f3pria forma. Bem vistas as coisas, as minhas ambi\u00e7\u00f5es enquanto mala apenas derivavam do facto de os humanos atribu\u00edrem valores a determinados conjuntos de coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso digo e repito que s\u00e3o privilegiados porque podem adaptar-se. Eu n\u00e3o. Com que tipo de demanda extravagante pode sonhar uma mala? Tenho uma fun\u00e7\u00e3o predefinida e a menos que seja posse de algum Macgyver, nunca irei al\u00e9m disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 precisamente esse valor dos objetos que nos leva \u00e0quela noite. Nunca a esqueci, pois por muito que j\u00e1 tivesse sido usada para transportar os mais diversos materiais, nunca at\u00e9 aquela altura tinha carregado algo t\u00e3o valioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu estava cheia, cheiinha de conjuntos de pap\u00e9is devidamente organizados. Daqueles que dizem expandir as oportunidades, dar um novo objetivo \u00e0 vida, e at\u00e9 ser a chave para a liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paradoxalmente, eu n\u00e3o representava nem a liberdade nem as oportunidades, nem sequer algo de bom para a mulher daquela noite. Eu tinha-lhe sido destinada, como \u00e9 vulgar em transa\u00e7\u00f5es de grande valor. Ela sabia o que eu continha, mas duvido que tivesse real no\u00e7\u00e3o do seu potencial, sen\u00e3o n\u00e3o me tentaria despachar. Ainda assim, ela reconhecia que era valioso, e isso deixava-a muito cautelosa, como quem esconde um Gregor Samsa num quarto. As m\u00e3os dela suavam, e muito, enquanto ela vagueava por aquela cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cidade em si tamb\u00e9m era estranha. Parecia-se com uma mistura de muitas outras. Se por um lado, tinha grandes arcadas e caf\u00e9s povoados, por outro tamb\u00e9m tinha ruelas tenebrosas e hot\u00e9is repletos de gente de m\u00e1 fama. Para al\u00e9m de tudo isto, era tamb\u00e9m uma cidade costeira, pois lembro-me de ver o mar. Claro que esta descri\u00e7\u00e3o poder\u00e1 corresponder a uma grande metr\u00f3pole, onde \u00e9 sempre vis\u00edvel \u00e0 divis\u00e3o e hierarquia social. Mas aquela cidade era, como dizer\u2026 peculiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devo dizer que a percorri toda naquela noite. E embora alguns especulem que a mulher que me carregava era perseguida, existe tamb\u00e9m quem diga que ela estava a perseguir. Eu, enquanto objeto, n\u00e3o consigo ler mentes (e presumo que, mesmo que fosse um ser humano, tamb\u00e9m n\u00e3o o conseguiria), mas penso que foi um pouco de ambos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fun\u00e7\u00e3o da mulher era apenas entregar-me, mas como disse, o meu valor pressionava-a. Para al\u00e9m disso eu tenho um porte demasiado grande (existe at\u00e9 quem me chame \u201ctrambolho\u201d) pelo que era dif\u00edcil passar despercebida. Inicialmente, ela almejava encontrar um homem, que se iria apresentar de chap\u00e9u e capa, entregar-me e seguir com a sua vida. Isso s\u00f3 por si levanta algumas quest\u00f5es. Se Kant estivesse entre n\u00f3s ficaria horrorizado com tamanha afronta \u00e0 sua filosofia humanista, j\u00e1 que a mulher se estava a utilizar meramente como um meio para um fim que era a entrega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O local combinado para a entrega foi o caf\u00e9. Por ser um s\u00edtio p\u00fablico e por consequ\u00eancia, movimentado, seria o lugar menos suspeito. Isso de facto leva-me a refletir sobre o porqu\u00ea de se buscar sempre o que n\u00e3o se conhece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez chegada ao caf\u00e9, ela verificou se ele estava l\u00e1 dentro. E estava. No entanto, ele levantou-se e saiu disparado. Foi uma cena estranha, mas podia ser algum tipo de mensagem: \u201cA troca n\u00e3o deve ser feita aqui. Segue-me\u201d. Mesmo que esta n\u00e3o fosse a ideia, acho que foi assim que a mulher a entendeu, pois decidiu ir atr\u00e1s dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguiu-o at\u00e9 uma zona pouco movimentada, perto das arcadas. Mas foi aqui que todo o plano foi por \u00e1gua abaixo porque aquilo nada mais era que uma emboscada. Pensando bem, at\u00e9 faz sentido: ele, como destinat\u00e1rio da mala, tamb\u00e9m sabia o que ela continha. E a ambi\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes cega as pessoas, e este foi o caso. Ele pensou que se a mulher tinha aquele carregamento, poderia saber de onde ele veio, e assim ele teria acesso a muito mais, e n\u00e3o apenas a uma mala cheia dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando ele avan\u00e7ou para a mulher, esta usou-me para lhe bater. N\u00e3o \u00e9 decerto um meio muito ortodoxo, mas o que \u00e9 certo \u00e9 que funcionou. Devido ao meu tamanho (e ao pr\u00f3prio peso de toda aquela carga), ele caiu ao ch\u00e3o, batendo com a cabe\u00e7a e ficando inconsciente. Dir-se-ia que o seu desmaio foi at\u00e9 demasiado conveniente, como se n\u00f3s estiv\u00e9ssemos numa hist\u00f3ria. Mas no fim de contas, as coincid\u00eancias acontecem\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A verdade \u00e9 que a mulher pareceu ainda mais perdida, e de facto a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era para menos. Acredito que lhe tenha passado todo o tipo de quest\u00f5es pela cabe\u00e7a: O que faria comigo agora? Como tinha deixado que as coisas chegassem \u00e0quele ponto? E, sobretudo, o que \u00e9 que ela estava a fazer, qual era, naquele momento, o sentido da sua exist\u00eancia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00faltima pergunta \u00e9 de todas a mais importante. \u00c0s vezes precisamos de estar em situa\u00e7\u00f5es extremas para questionarmos aquilo que estamos a fazer e essencialmente o porqu\u00ea de o estarmos a fazer. Estaremos a agir segundo os nossos valores? Estamos a fazer o que fazemos por decis\u00e3o pr\u00f3pria ou porque estamos a obedecer sem pensar na outra pessoa? E se a decis\u00e3o \u00e9 nossa, o que a motiva? E \u00e9 correta?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas quest\u00f5es v\u00e3o nos levando a reflex\u00f5es internas que s\u00e3o cruciais para nos entendermos a n\u00f3s pr\u00f3prios. Infelizmente, tal como aconteceu com a mulher que me transportava, essas quest\u00f5es surgem, na maioria das vezes, demasiado tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mulher come\u00e7ou-se a afastar, murmurando coisas em franc\u00eas (ali\u00e1s n\u00e3o era a primeira vez que o fazia) e visivelmente assustada. Isso fez com que se tornasse ainda mais cuidadosa. Lembro-me de um mendigo que apareceu um pouco mais \u00e0 frente. A sua presen\u00e7a foi o suficiente para determinar a sa\u00edda da mulher daquelas arcadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi-se dirigindo a um hotel, mas o facto de n\u00e3o conhecer bem a cidade (e de ter sido levada para uma zona ainda mais retirada) f\u00ea-la perder bastante tempo \u00e0s voltas. Para al\u00e9m disso, como referi anteriormente, eu n\u00e3o era nada pr\u00e1tica e condicionava em grande escala a sua liberdade, quer f\u00edsica, quer mental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando finalmente o encontrou, n\u00e3o entrou logo. Talvez desconfiasse de alguma coisa e preferiu observar. Fosse qual fosse o motivo, foi provavelmente a decis\u00e3o mais acertada, uma vez que o tempo que ela andou perdida foi o suficiente para o homem da capa se recuperar e, como conhecedor da cidade e pessoa astuta, dirigiu-se logo para o referido hotel. Ela viu-o sair de l\u00e1 e ficou ainda mais receosa. Tinha passado de procuradora a procurada. Permaneceu escondida atr\u00e1s de uma est\u00e1tua. Mas aquela zona era \u201cterrit\u00f3rio\u201d de prostitutas pelo que qualquer mulher que l\u00e1 estivesse parada iria ser vista como tal. E foi precisamente o que aconteceu. Um homem viu-a e abordou-a para saber o \u201cpre\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aparte o facto de o homem ser um perfeito ignorante por achar que alguma mulher com uma mala do meu tamanho e escondida atr\u00e1s de uma est\u00e1tua estaria disposta a fazer o servi\u00e7o que ele procurava, o comportamento dele leva-me a questionar sobre a culpa. O comportamento dele de procurar uma mulher para usar como objeto sexual \u00e9 sem d\u00favida repugnante e anti\u00e9tico. Contudo, ele f\u00e1-lo por saber que existem mulheres que est\u00e3o dispostas a ser tratadas assim. Por isso, deixo a pergunta, ser\u00e1 justo atribuir a culpa apenas a uma das partes?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Independentemente disso, o coment\u00e1rio do homem foi, \u00e0 semelhan\u00e7a do mendigo, suficiente para fazer a mulher fugir dali. Mas o homem da capa avistou-a devido \u00e0 fuga barulhenta e, tal como numa rela\u00e7\u00e3o de predador-presa, foi atr\u00e1s da dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela, eventualmente, viu-o e come\u00e7ou a fugir ainda mais depressa. Foi dar a umas ruelas obscuras e, dado que estava sem op\u00e7\u00f5es de fuga, mergulhou nelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dada altura, e j\u00e1 cansada de fugir com um grande fardo valioso, ela tentou esconder-se numa esquina. Teria sido bem-sucedida, n\u00e3o fosse o facto de uma mulher \u00e0 janela a ter visto e alertado as autoridades, com medo que ela fosse uma ladra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso acaba por provar que atualmente a sociedade \u00e9 extremamente boa a tomar decis\u00f5es precipitadas. Tornaram-se seres intolerantes, invejosos e ego\u00edstas. J\u00e1 imaginaram o que seria se eu e as outras malas tamb\u00e9m fossemos assim?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O alarido provocado pela mulher foi, mais uma vez, suficiente para atrair a aten\u00e7\u00e3o do homem e denunciar a mulher que me transportava (honestamente, considero que o facto de a mulher ter sido sempre denunciada se estava a tornar algo irritante).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, \u00e0 semelhan\u00e7a das vezes anteriores, a mulher fugiu. No entanto, a press\u00e3o que reca\u00eda sobre ela era cada vez maior. Ela estava cansada, com medo, em fuga e com uma carga pesada e valiosa consigo, que era sem d\u00favida a origem da maioria dos problemas. Isso consumiu a sua paci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acabou por ir dar a umas escadas perto de uma estrada. O homem estava mesmo atr\u00e1s.\u00a0 Desesperada, fez-se \u00e0 estrada sem aten\u00e7\u00e3o quase sendo colhida por um t\u00e1xi. O choque de \u201cquase-embate\u201d f\u00ea-la largar-me. E foi aqui que ela desistiu de mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez fosse o medo, o desespero ou at\u00e9 o instinto. O que \u00e9 certo \u00e9 que ela me deixou ali, abandonada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E claro que o homem n\u00e3o se demorou e me agarrou logo. Tentou persegui-la, mas o cansa\u00e7o acumulado, o s\u00fabito aparecimento da policia (provavelmente devido ao alerta da senhora \u00e0 janela) e o meu peso fizeram-no perder a mulher de vista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim nunca mais a voltei a ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o fa\u00e7o ideia do que lhe aconteceu. Ser\u00e1 que ela decidiu seguir outra vida, respeitando-se a si mesma? Ali\u00e1s que tipo de situa\u00e7\u00e3o a levou \u00e0quela vida? Provavelmente s\u00e3o quest\u00f5es \u00e0s quais s\u00f3 obter\u00edamos resposta se lhe pergunt\u00e1ssemos diretamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o homem ficou com o meu conte\u00fado, valioso, capaz de tudo o que eu disse anteriormente. De facto, \u00e9 um paradoxo que ele tenha perseguido algu\u00e9m para encontrar essa suposta \u201cchave para a liberdade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas sem sombra de d\u00favidas, o mais curioso de tudo isto s\u00e3o as interpreta\u00e7\u00f5es das pessoas. Sempre que conto esta hist\u00f3ria, vejo pessoas a imaginar que eu continha dinheiro no meu interior. Mas est\u00e3o completamente erradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sempre disse que o meu conte\u00fado era algo que poderia abrir horizontes, ser a chave para um futuro melhor, capaz de libertar e desenvolver mentes. E o dinheiro quase nunca o faz. Ele cega as pessoas, f\u00e1-las lutar por ele, condicionando-as. Ali\u00e1s, pode-se dizer que as elas se tornam escravas de dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito isto, \u00e9 f\u00e1cil entender que o que eu continha naquela noite n\u00e3o podia ser outra coisa sen\u00e3o Livros.&#8221;<\/p>\n<div id=\"attachment_4879\" style=\"width: 576px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pas-perdus-1-2.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4879\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4879\" src=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pas-perdus-1-2.jpg\" alt=\"Fotograma cedido pelo realizador\" width=\"566\" height=\"378\" srcset=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pas-perdus-1-2.jpg 566w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pas-perdus-1-2-300x200.jpg 300w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pas-perdus-1-2-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 566px) 100vw, 566px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4879\" class=\"wp-caption-text\">Fotograma cedido pelo realizador<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficha t\u00e9cnica:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realiza\u00e7\u00e3o: Saguenail<br \/>\nArgumento e montagem: Saguenail<br \/>\nVozes: Lu\u00eds Miguel Cintra, Rog\u00e9rio Boane, Isabel Alves Costa, In\u00eas Lua, Leonor Keil, S\u00e9rgio Marques, Jo\u00e3o Paulo Costa, Alexandre S\u00e1, Daniel Pinto, Amarante Abramovic, Corbe, Regina Guimar\u00e3es.<br \/>\nCom: Leonor Keil, S\u00e9rgio Marques, Rog\u00e9rio Boane, Ezequiel Trist\u00e3o, Jaz, Jo\u00e3o Pedro Ferraz, Lu\u00eds Jord\u00e3o, Maria do Ros\u00e1rio Barbedo, Catarina Mesquita, Eduardo Oliveira, In\u00eas Matos, Jos\u00e9 Roseira, Regina Guimar\u00e3es, Jos\u00e9 Pedro Coelho, Absinte Abramovic, Ana Lu\u00edsa Sancho, Alexandra Fran\u00e7a, \u00c2ngelo Oliveira, Ant\u00f3nio Fidalgo, Ant\u00f3nio Lago, Carolina Losa, C\u00e1tia Fernandes, Cl\u00e1udia Teixeira, Eva \u00c2ngelo, Flavie Paula, Francisco Sim\u00f5es, Gabriela Milhazes, Helena Nunes, Ilda Milhazes, Jo\u00e3o Paulo, Joana Queir\u00f3s, Laila Dambo, Mafalda Trindade, Manuela Ferreira, M\u00e1rcia Garcia, Marl\u00e8ne Ribeiro, Patr\u00edcia Costa, Rita Cantante, Sara Mesquita, Sara Ribeiro, Solange S\u00e1, Susana Oliveira.<br \/>\nAssistente de Realiza\u00e7\u00e3o: Amarante Abramovic<br \/>\nAssistente de Plateau; Absinte Abramovic<br \/>\nAssistentes de Imagem: Jorge Quintela, Samuel Barbosa<br \/>\nAssistentes de Produ\u00e7\u00e3o: Regina Guimar\u00e3es, S\u00e9rgio Marques, Catarina Falc\u00e3o<br \/>\nCan\u00e7\u00e3o escrita por Regina Guimar\u00e3es<br \/>\nCan\u00e7\u00e3o cantada por Ana Deus<br \/>\nSaxofone: Jos\u00e9 Pedro Coelho<br \/>\nFic\u00e7\u00e3o, H\u00e9lastre, Port., 2008,36\u201948\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sinopse:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o basta ver, \u00e9 preciso interpretar o que se v\u00ea. Os PAS PERDUS de uma mulher que transporta uma mala prestam-se a m\u00faltiplas hip\u00f3teses \u2013 o espectador construir\u00e1 uma hist\u00f3ria convocando toda a sua mem\u00f3ria cinematogr\u00e1fica.<br \/>\nIn <a href=\"https:\/\/helastre.wordpress.com\/filmes\/\">Helastre<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00faltimo desafio do ano letivo consistiu em fruir o filme &#8220;Pas Perdus&#8221; de Saguenail, 2008, no \u00e2mbito das disciplinas de Filosofia e Literacia, Comunica\u00e7\u00e3o e Pensamento. Cerca de 175 alunos inspiraram-se no filme para criarem textos em prosa e em poesia, desenhos e ilustra\u00e7\u00f5es. E\u00a0 foram t\u00e3o criativos que hoje publico, orgulhosa, o maravilhoso [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4877"}],"collection":[{"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4877"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4877\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4883,"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4877\/revisions\/4883"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}