{"id":452,"date":"2015-03-28T18:53:38","date_gmt":"2015-03-28T18:53:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/?p=452"},"modified":"2017-09-14T17:37:32","modified_gmt":"2017-09-14T17:37:32","slug":"historia-tragica-com-final-feliz-regina-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/2015\/03\/28\/historia-tragica-com-final-feliz-regina-pessoa\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria Tr\u00e1gica com Final Feliz, Regina Pessoa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/historia_tragica_com_final_feliz.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" size-medium wp-image-22 aligncenter\" src=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/historia_tragica_com_final_feliz-300x237.jpg\" alt=\"historia_tragica_com_final_feliz\" width=\"300\" height=\"237\" srcset=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/historia_tragica_com_final_feliz-300x237.jpg 300w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/historia_tragica_com_final_feliz-1024x810.jpg 1024w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/historia_tragica_com_final_feliz.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica:<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o: Regina Pessoa<br \/>\nPersonagens: A menina, a comunidade (merceeiro, varredor, velhota, outros vizinhos, p\u00e1ssaros, c\u00e3es).<br \/>\nG\u00e9nero: Curta-metragem de anima\u00e7\u00e3o<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Ciclopes filmes +Arte France + Folimage + ONF\/NFB<br \/>\nPortugal\/Fran\u00e7a, 2005, 7\u201925\u2019\u2019<\/p>\n<p>Sinopse:<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de uma menina diferente que sofre pela indiferen\u00e7a com que a comunidade a trata. Do tr\u00e1gico \u00e0 felicidade.<\/p>\n<p>An\u00e1lise f\u00edlmica:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Personagem e sua descri\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\nA protagonista \u00e9 uma menina que transcende a \u201cnormalidade\u201d, \u00e9 diferente.<br \/>\nDo ponto de vista f\u00edsico, \u00e9 fr\u00e1gil, sens\u00edvel e delicada. Tem uma caracter\u00edstica singular, possui um cora\u00e7\u00e3o que bate \u201cmais r\u00e1pido e mais alto do que o normal\u201d.<br \/>\nDo ponto de vista psicol\u00f3gico, sente-se confusa, assustada porque cr\u00ea que nasceu no corpo errado. Trata-se de um corpo em muta\u00e7\u00e3o \u2013 da pre-adolesc\u00eancia \u00e0 adolesc\u00eancia \u2013 presente na indistin\u00e7\u00e3o dos tra\u00e7os que o delineiam, mas tamb\u00e9m triste porque os habitantes da comunidade rural em que habita rejeitam tudo o que escape \u00e0 padroniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 rotina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Espa\u00e7o e Tempo<\/em><br \/>\nEspa\u00e7o geogr\u00e1fico-social: a menina vive numa aldeia, portanto num ambiente rural. Vislumbram-se dois tipos de isolamento: o geogr\u00e1fico (a aldeia isolada e rodeada pelo ambiente natural, a floresta) e o social (incompreendida pelos outros seres humanos).<br \/>\nO quarto onde a menina se refugia \u00e9 desprovido de elementos, minimalista, o que parece indiciar que pertence a um estrato social carenciado.<br \/>\nPor um lado, o espa\u00e7o natural parece infinito ou ilimitado (o uso das perspetivas, nomeadamente nas estradas); por outro, opressor quando, por exemplo, num enquadramento contrapicado, os pr\u00e9dios e as casas parecem sufocar (censurar?) as idiossincrasias da menina.<br \/>\nAs coordenadas temporais s\u00e3o marcadas pela rutura e pelas dualidades noite\/dia (associadas ao preto\/branco), velocidade (fuga cat\u00e1rtica da menina na bicicleta) e dinamismo\/ lentid\u00e3o (in\u00e9rcia dos outros, at\u00e9 do c\u00e3o).<br \/>\nA realizadora utiliza como recurso no dom\u00ednio da dura\u00e7\u00e3o a elipse porque h\u00e1 uma supress\u00e3o ou um hiato temporal aquando do crescimento do corpo da protagonista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Meio envolvente<\/em><br \/>\n. Humano<br \/>\nA comunidade ruralizada onde habita a menina \u00e9 pequena e nela impera o h\u00e1bito. A exist\u00eancia destas pessoas submete-se \u00e0 rotina. Ego\u00edstas, procuram apenas viver a sua vida banal: o varredor varre, a idosa passeia o c\u00e3o, o merceeiro est\u00e1 \u00e0 porta da mercearia e at\u00e9 os c\u00e3es insistem reiteradamente em ladrar.<br \/>\nDesta forma, o meio humano \u00e9 profundamente trivial, preconceituoso e intolerante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. Natural<br \/>\nPerante a incompreens\u00e3o da sua diferen\u00e7a ou diferen\u00e7as que sentia, e munida com a sua bicicleta, a menina que \u201csonhava ser p\u00e1ssaro\u201d pedalava, fugia. Fugia dos humanos que a rejeitavam e fugia de si pr\u00f3pria, dado que se desconhecia.<br \/>\nGostava do vento porque a acalmava e do p\u00e1ssaro que aparecia no parapeito da janela do seu quarto. Os p\u00e1ssaros parecem ser livres e felizes. Podem voar. Talvez ela desejasse voar, libertar-se daquela comunidade, furtando-se aos preconceitos dos outros. As fugas s\u00e3o o seu momento de catarse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Conflito e sua resolu\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\nNa curta-metragem, h\u00e1 uma diversidade de conflitos. Um conflito \u201csocial\u201d, patente no isolamento da menina face aos restantes membros da comunidade. Talvez, um conflito \u201cfamiliar\u201d, dado que, mesmo no seu quarto, permanece sozinha, como que abandonada pelos seus progenitores. Um conflito \u201cinterior\u201d, na medida em que se desconhece enquanto ser igual aos demais e n\u00e3o aceita, inicialmente, a imagem corporal que possui.<br \/>\nDo ponto de vista moral, h\u00e1 valores que conflituam entre si: intoler\u00e2ncia versus toler\u00e2ncia; respeito\/desrespeito, ego\u00edsmo versus altru\u00edsmo, individualismo\/coletivismo, igualdade versus diferen\u00e7a.<br \/>\nO branco parece opor-se ao preto, a celeridade \u00e0 lentid\u00e3o, o quarto fechado \u00e0 janela aberta. Na verdade estabelecem entre si um harmonioso contraste que serve para real\u00e7ar a mensagem da narrativa.<br \/>\nO isolamento \u00e9 imposto \u2013 merc\u00ea da censura ou rejei\u00e7\u00e3o de que \u00e9 alvo -, mas tamb\u00e9m autoimposto.<br \/>\nA sociedade parece ter-se habituado \u00e0 sua presen\u00e7a. No entanto, o comportamento coletivo configura a tipologia do abandono: \u00e9 uma \u201cassimila\u00e7\u00e3o acr\u00edtica\u201d, porquanto a indiferen\u00e7a permanece inc\u00f3lume, o que acarreta a esta menina uma desmesurada ang\u00fastia.<br \/>\nA resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 enigm\u00e1tica, tal como o desfecho: \u201cN\u00e3o se sabe se foi algu\u00e9m que morreu ou que renasceu.\u201d<br \/>\n\u00c0s fugas ef\u00e9meras de bicicleta, sucede-se a evas\u00e3o\/liberta\u00e7\u00e3o\/catarse final e definitiva: a metamorfose corporal, dado que se torna mais leve, eclodem duas asas, o que lhe permite elevar-se da sua condi\u00e7\u00e3o humana \u2013 num misto de menina-p\u00e1ssaro ou p\u00e1ssaro-menina \u2013 ascendendo e desaparecendo no c\u00e9u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ideia, Mensagem e Simbolismo<\/em><br \/>\nA curta-metragem tem subjacentes v\u00e1rias interroga\u00e7\u00f5es: Por que sou diferente? Ser\u00e1 poss\u00edvel conviver com a diferen\u00e7a, a minha e a dos outros? Por que me transformo continuamente? Do ponto de vista psicol\u00f3gico e filos\u00f3fico, trata-se da quest\u00e3o da identidade ou da busca, do autoconhecimento interior e da rece\u00e7\u00e3o exterior por parte dos outros. Est\u00e1 o ser humano condenado a reduzir-se \u00e0s expetativas dos outros? Ou poder\u00e1 resistir \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o social?<br \/>\nCom esta curta-metragem, a realizadora, Regina Pessoa, encetou uma cr\u00edtica feroz \u00e0 sociedade e aos seus desvalores (ego\u00edsmo, indiferen\u00e7a, desrespeito pelo outro). Os outros s\u00e3o o \u201chomem unidimensional\u201d, aprisionados pelas profiss\u00f5es, pelos preconceitos que carregam, pelo comodismo do quotidiano, exercitando o princ\u00edpio freudiano da realidade.<br \/>\nMas Regina Pessoa ilustrou, tamb\u00e9m, primorosamente as muta\u00e7\u00f5es biopsicol\u00f3gicas de uma menina que cresce e se torna adolescente. Fase problem\u00e1tica de fronteira entre o ser e o n\u00e3o ser ou entre a inf\u00e2ncia e a adultez, a adolesc\u00eancia constitui uma etapa de procura incessante de si e de inseguran\u00e7as no dom\u00ednio da identidade sexual. A afirma\u00e7\u00e3o \u201cEstou no corpo errado. Eu sou um p\u00e1ssaro\u201d manifesta um conflito, muito t\u00edpico nos adolescentes, evocando a teoria plat\u00f3nica do corpo enquanto c\u00e1rcere da alma.<br \/>\nO cora\u00e7\u00e3o (a par do c\u00e9rebro) \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o vital do ser humano. Da\u00ed que talvez seja uma forma da menina mostrar que vive de outra maneira e da autora revelar que a personagem ganha \u201canima\u201d. Talvez haja uma linguagem do \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d porque esta personagem exprime-se \u2013 na quase total aus\u00eancia de falas durante o filme de anima\u00e7\u00e3o \u2013, atrav\u00e9s dele. Este n\u00e3o \u00e9 o ritmo do cora\u00e7\u00e3o normal, \u00e9 o de um cora\u00e7\u00e3o que tem anseios e sonhos, pr\u00f3prio de algu\u00e9m que reivindica o direito ao seu \u201cprinc\u00edpio de prazer\u201d (Freud).<br \/>\nA menina-p\u00e1ssaro ou p\u00e1ssaro-menina simboliza, simultaneamente, o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 o reconhecimento e a aceita\u00e7\u00e3o pessoal (da menina singularmente considerada) perante a indiferen\u00e7a e rejei\u00e7\u00e3o universal (de todos os an\u00f3nimos que comungaram desta experi\u00eancia e de todos os contempladores que acolheram como seu este drama).<br \/>\nO banho, pren\u00fancio da viagem ansiada, equivale metaforicamente ao despojamento; as asas e o voo ao simbolismo da viagem como liberta\u00e7\u00e3o. Viagem interior (reencontro consigo mesma) e viagem exterior ou geogr\u00e1fica para um outro lugar\u2026real ou imaginado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Liga\u00e7\u00e3o ao Universo da Literatura<\/em><br \/>\nA resist\u00eancia \u00e0s vicissitudes, a persist\u00eancia em encontrar o seu \u201cpr\u00f3prio caminho\u201d ou percurso existencial fazem com que esta menina possa proferir a c\u00e9lebre frase do \u201cC\u00e2ntico Negro\u201d: \u201cN\u00e3o sei por onde vou, n\u00e3o sei por onde vou\u2026sei que n\u00e3o vou por a\u00ed.\u201d (Jos\u00e9 R\u00e9gio).<br \/>\nO deparar-se com um corpo que parece n\u00e3o lhe pertencer, a incessante busca da sua identidade remete no final para a \u201cApari\u00e7\u00e3o\u201d do seu (novo) eu psicol\u00f3gico e f\u00edsico, evocando a obra de Verg\u00edlio Ferreira.<br \/>\nEsta curta-metragem pode tamb\u00e9m ser associada \u00e0 hist\u00f3ria de A menina que aprendeu a voar, de Ruth Rocha, pois, certo dia, a personagem principal descobriu que podia voar sem o grande apoio dos adultos.<br \/>\nO sonho e a viagem est\u00e3o tamb\u00e9m bem evidentes na Passarola constru\u00edda pelas personagens Pe. Bartolomeu de Gusm\u00e3o, Blimunda e Baltasar do romance saramaguiano Memorial do Convento e no excerto &#8220;Pelo sonho \u00e9 que vamos (&#8230;) \/ Chegamos? N\u00e3o chegamos? \/\u2500 Partimos. Vamos. Somos.&#8221;, de Sebasti\u00e3o da Gama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>An\u00e1lise do filme na sua totalidade tendo em conta a no\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00e3o e o lado formal atribu\u00eddo pela t\u00e9cnica utilizada<\/em><br \/>\nO argumento f\u00edlmico \u00e9 coeso e est\u00e1 muito bem estruturado. A autora recorre a met\u00e1foras para narrar a exist\u00eancia da protagonista numa pequena comunidade rural.<br \/>\nUtiliza a gravura, desenho a desenho, joga com a no\u00e7\u00e3o de perspetiva, dado que a linha ora assume contornos muito bem definidos, ora surge distorcida remetendo para um universo on\u00edrico muito particular. Por outro lado, permite-lhe refor\u00e7ar o dinamismo, por exemplo o movimento da floresta ou da menina a andar de bicicleta.<br \/>\nA linha \u00e9 simultaneamente opressora e libertadora. Por exemplo, quando a menina aparece numa cena num enquadramento contrapicado com os pr\u00e9dios ou casas por tr\u00e1s, muito mais altos do que ela, \u00e9 como se a sufocassem.<br \/>\nO sentimento de rejei\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre cerceador dos direitos e liberdades individuais. Neste caso, resta \u00e0 protagonista a partilha e a compreens\u00e3o dos animais n\u00e3o humanos, dos p\u00e1ssaros, voadores que se furtam \u00e0 mesquinhez e \u00e0 maldade dos humanos.<br \/>\nO contraste preto e branco e a sonoridade acompanham os diversos estados psicol\u00f3gicos das personagens, oscilando entre a ang\u00fastia e o dinamismo da menina e a in\u00e9rcia e o comodismo da idosa, do vendedor e do varredor.<br \/>\nE se o mundo dos sonhos \u00e9 a preto e branco, a realidade ser\u00e1 tanto mais colorida quanto se persista na luta pela autonomia e conquista pelo direito \u00e0 diferen\u00e7a e \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o dos sonhos. \u00c9 esta passagem, esta mudan\u00e7a ou metamorfose que a menina protagoniza com as suas asas e o seu voo.<br \/>\nE o t\u00edtulo desvela-nos que, perante a situa\u00e7\u00e3o mais tr\u00e1gica, o desfecho poder\u00e1 ser feliz. A mensagem \u00faltima desta hist\u00f3ria \u00e9, assim, otimista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Papel da banda de som<\/em><br \/>\nO ritmo da narrativa ou hist\u00f3ria, das personagens (estados psicol\u00f3gicos), dos ambientes (quarto, floresta, rua) est\u00e3o em sintonia com a banda de som, criada instrumental e expressamente para esse efeito pelo canadiano Normand Roger.<br \/>\n\u00c9 not\u00f3ria a cumplicidade entre o argumento f\u00edlmico e a banda sonora. Consideramos que h\u00e1 uma harmonia entre ambos.<br \/>\nA curta-metragem inicia-se com o bater ritmado e o som hiperbolizado do cora\u00e7\u00e3o da protagonista.<br \/>\nPrimeiro, insegura ante o barulho ensurdecedor; depois, maravilhada com a sua diferen\u00e7a. Um dom que a eleva, metaf\u00f3rica e literalmente com o voo, dos demais. Afinal, \u00e9 poss\u00edvel ser livre\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Liga\u00e7\u00e3o ao universo da autora<\/em><br \/>\nA hist\u00f3ria parece ser autobiogr\u00e1fica. A autora nasceu num meio rural, numa aldeia perto de Coimbra, n\u00e3o possu\u00eda televis\u00e3o e desenhava nas paredes de cal e nas portas da casa da sua av\u00f3, com carv\u00e3o da fogueira.<br \/>\nCremos que tamb\u00e9m ela se sentiria \u201cdiferente\u201d por desenhar e pela sensa\u00e7\u00e3o de total liberdade \u2013 tal como as fugas da menina-p\u00e1ssaro na bicicleta \u2013, que tal \u201cbrincadeira\u201d lhe provocava. Esta experi\u00eancia infantil, segundo esta forma de express\u00e3o, foi o pren\u00fancio da sua voca\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAfinal, a anima\u00e7\u00e3o do \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d de Regina Pessoa encontrava-se na anima\u00e7\u00e3o das imagens ou nas imagens animadas concebidas como Arte maior. E Regina Pessoa, tal como a protagonista da sua hist\u00f3ria, elevando o Cinema de Anima\u00e7\u00e3o a uma Arte, voou\u2026<br \/>\nAcresce mencionar que na curta-metragem de anima\u00e7\u00e3o \u201cA noite\u201d (1999) e na mais recente, \u201cKali, o pequeno Vampiro\u201d (2012), Regina Pessoa regressa \u00e0s problem\u00e1ticas dos receios, dos medos, dos fantasmas e da diferen\u00e7a no universo infantil. \u00c9 um regresso reencontro. Reencontro consigo mesma. \u00c9 que a obra de arte \u00e9 cria\u00e7\u00e3o, liberta\u00e7\u00e3o e catarse do universo interior da artista.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Regina-056.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-2680  aligncenter\" src=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Regina-056-681x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"460\" height=\"691\" srcset=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Regina-056-681x1024.jpg 681w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Regina-056-199x300.jpg 199w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Regina-056.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ficha t\u00e9cnica: Realiza\u00e7\u00e3o: Regina Pessoa Personagens: A menina, a comunidade (merceeiro, varredor, velhota, outros vizinhos, p\u00e1ssaros, c\u00e3es). 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