{"id":3592,"date":"2018-07-15T20:43:50","date_gmt":"2018-07-15T20:43:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/?p=3592"},"modified":"2018-08-06T14:41:08","modified_gmt":"2018-08-06T14:41:08","slug":"abertura-do-curtas-diamantino-ou-a-distopia-portuguesa-antropofagica-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/index.php\/2018\/07\/15\/abertura-do-curtas-diamantino-ou-a-distopia-portuguesa-antropofagica-2\/","title":{"rendered":"Abertura do Curtas: Diamantino ou a distopia [portuguesa] antropof\u00e1gica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0138.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-3585 aligncenter\" src=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0138-1024x684.jpg\" alt=\"DSC_0138\" width=\"531\" height=\"355\" srcset=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0138-1024x684.jpg 1024w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0138-300x201.jpg 300w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0138-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 531px) 100vw, 531px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Tive o privil\u00e9gio de assistir \u00e0 abertura do Festival Curtas de Vila do Conde com a exibi\u00e7\u00e3o do filme Diamantino de\u00a0Gabriel Abrantes\u00a0e Daniel Schmidt.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0105.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-3586 aligncenter\" src=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0105-1024x578.jpg\" alt=\"DSC_0105\" width=\"531\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0105-1024x578.jpg 1024w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0105-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 531px) 100vw, 531px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O filme \u00e9 de uma ironia corrosiva deliciosamente desconcertante. Mas ou\u00e7amos os realizadores:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HbnQbL4Jf8w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0135.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-3588 aligncenter\" src=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0135-1024x658.jpg\" alt=\"DSC_0135\" width=\"531\" height=\"341\" srcset=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0135-1024x658.jpg 1024w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0135-300x193.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 531px) 100vw, 531px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0115.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-3589 aligncenter\" src=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0115-1024x684.jpg\" alt=\"DSC_0115\" width=\"530\" height=\"354\" srcset=\"http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0115-1024x684.jpg 1024w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0115-300x201.jpg 300w, http:\/\/pnc.polegarmente.me\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC_0115-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 530px) 100vw, 530px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<strong>Paulo Portuga<\/strong>l &#8211; (&#8230;) Falemos ent\u00e3o de Diamantino, a tua primeira longa. Foi um processo algo longo, teve mesmo um outro nome. Podes descrever um pouco essa evolu\u00e7\u00e3o? Encaras este filme como uma evolu\u00e7\u00e3o e continuidade daquilo que tens feito?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabriel Abrantes<\/strong>\u00a0&#8211; O Diamantino \u00e9 um filme em que estou a trabalhar h\u00e1 cinco anos, com o Daniel Schmidt que trabalhou comigo em The History of Mutual Respect e Pal\u00e1cios da Pena. O processo de fazer a primeira longa \u00e9 por vezes um processo algo lento. Eu j\u00e1 tinha rodado umas 15 curtas metragens quando comecei, agora terei umas 20, ou qualquer coisa assim. Apesar de tudo, a escala e a estrutura \u00e9 muito diferente, bem como a quantidade de pessoas com quem temos de colaborar, nomeadamente produtores, que faz com que o processo seja um bocado mais lento do que estou habituado. Normalmente, fa\u00e7o umas duas curtas por ano, mas com uma longa em cinco anos j\u00e1 foi um processo muito diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PP &#8211; Quem \u00e9 o protagonista?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GA -O protagonista \u00e9 o Carloto Cotta. J\u00e1 tinha trabalhado com o Carloto v\u00e1rias vezes e adoro. A intensidade do trabalho com um ator com esse talento, mas com uma tela do tamanho de uma longa, que d\u00e1 para elaborar mais ideias e uma proximidade emocional com a personagem principal. Acabou por ser um grande salto. As minhas curtas operam um espectro muito fechado. Uma das grandes influ\u00eancias do meu trabalho era o Bresson, aquela ideia dos atores quase autom\u00e1ticos, sem emo\u00e7\u00f5es. Na longa queria mudar um bocado isso e acho que o Carloto e toda a sua expressividade fez realmente a diferen\u00e7a entre este filme e os precedentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PP- Quanto \u00e0 hist\u00f3ria, trata-se de um futebolista, tanto quanto sei com algumas refer\u00eancias ao Ronaldo\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GA -N\u00e3o, n\u00e3o tem. O filme n\u00e3o \u00e9 bem inspirado no Cristiano Ronaldo. Tem refer\u00eancias a ele, mas como a quaisquer outros futebolistas. Por exemplo, o cabelo curto, o brinco na orelha, etc. Foi inspirado em dois textos do David Foster Wallace, um autor americano dos anos 90 e 2000. Ele escreveu sobre t\u00e9nis e a rela\u00e7\u00e3o do g\u00e9nio est\u00e9tico e desporto. Por exemplo, na Renascen\u00e7a as pessoas ficaram muito fascinadas com a capacidade t\u00e9cnica do Da Vinci e do Miguel \u00c2ngelo que pareciam quase sobrenaturais, faziam algo que quase todos os humanos n\u00e3o conseguiriam fazer aquela obra perfeita. Hoje em dia com o lado t\u00e9cnico das artes muito menos em evid\u00eancia, como a arte conceptual, a arte minimal, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 esse choque de uma coisa humana ser praticada por um humano. Isso transferiu-se um pouco para o desporto. Quando se v\u00ea um desportista a fazer algo imposs\u00edvel pela maior parte de n\u00f3s, cria essa possibilidade e esse ato est\u00e9tico. Peg\u00e1mos ent\u00e3o no desportista como uma met\u00e1fora para a est\u00e9tica de hoje. E exploramos ainda a an\u00e1lise do que proporciona isso, do que est\u00e1 por detr\u00e1s da m\u00e1scara que cria este eventos divinos.\u00bb<\/p>\n<p>A ler na \u00edntegra a entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.insider.pt\/2017\/12\/11\/gabriel-abrantes-sobre-diamantino-a-sua-primeira-longa-nao-e-bem-inspirado-no-cristiano-ronaldo\/\">Gabriel Abrantes a Paulo Portugal<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C1HDrDdR_sM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>____________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNota Marginal\u201d: Esta rubrica \u201coutras cinefilias\u201d \u00e9 constitu\u00edda por outros amores \u2013 amores cin\u00e9filos \u2013 e s\u00f3 aparentemente \u00e9 que n\u00e3o se relaciona com o Plano Nacional de Cinema.\u00a0Consubstancia, para mim, uma pr\u00e1tica preciosa e insubstitu\u00edvel na forma\u00e7\u00e3o e eleva\u00e7\u00e3o da minha sensibilidade est\u00e9tica e\u00a0 consiste em ver filmes nos mais variados contextos, como por exemplo, em festivais, encontros, observat\u00f3rios, mostras, retrospetivas e ouvir os seus realizadores. \u00danica forma para aprender sobre Cinema. Um privil\u00e9gio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tive o privil\u00e9gio de assistir \u00e0 abertura do Festival Curtas de Vila do Conde com a exibi\u00e7\u00e3o do filme Diamantino de\u00a0Gabriel Abrantes\u00a0e Daniel Schmidt. O filme \u00e9 de uma ironia corrosiva deliciosamente desconcertante. Mas ou\u00e7amos os realizadores: &#8220;Paulo Portugal &#8211; (&#8230;) Falemos ent\u00e3o de Diamantino, a tua primeira longa. 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