JUVENTUDE CINÉFILA : Clube de Cinema da Casa da Boavista, Residência Sénior

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“Então, a vida é uma decepção?”
Kyôko, Viagem a Tóquio, Ozu, 1953

Tudo começou com a exibição do filme “Aniki BóBó” de Manoel de Oliveira, 1942, seguido de um cine-debate e a proposta de trabalhos práticos Experiência desafiante e gratificante.

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Cartaz
Agora, os CineSéniores do “Juventude Cinéfila” serão estimulados com muitos outros filmes.Vivam os CineSéniores!
Vale a pena espreitarem o “regulamento” irreverente deste clube.

JUVENTUDE CINÉFILA –  CLUBE DE CINEMA DA CASA DA BOAVISTA,  RESIDÊNCIA SÉNIOR               

 Regulamento

Artigo 1.º

Âmbito

O presente Regulamento  define a natureza do Clube “JUVENTUDE CINÉFILA” relativamente à paixão ou oferenda cultural que se propõe encetar no domínio do Cinema. Abordará os direitos e os deveres dos espectadores residentes “CineSéniores” da Casa da Boavista e dos fundadores do Clube,  Elsa Cerqueira (Coordenadora do Plano Nacional de Cinema da ESA) e Diogo Gonçalves (Educador Social), bem como a periodicidade, condições de exibição, norteando os princípios que subjazem ao seu funcionamento.

O Regulamento é um documento aberto e flexível em íntima conexão com os seus destinatários, estando portanto aberto às sugestões,  aos humores  e (des)amores dos “CineSéniores”.

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 Artigo 2.º

Missão

No fim e no princípio estará sempre o “Verbo” ou os Verbos.

Olhar.

Fruir.

Partilhar (os olhares).

Incluir.

Discutir (as fruições).

Agir.

Eis a “verborreia” que  espelha a missão do Juventude Cinéfila.

Partindo das narrativas fílmicas, os fundadores do Clube desafiarão os CineSéniores a formarem uma perspetiva pessoal sobre o argumento, a ativarem as memórias, as recordações,  presentes nas suas narrativas biográficas mas também a mobilizarem os diferentes tipos de  motricidade com atividades práticas.

Artigo 3.º

Periodicidade

 Os fundadores do Clube propõem-se dinamizar uma sessão por mês de Cinema.

Artigo 4.º

Direitos dos CineSéniores

a)  Ter acesso a filmes de inequívoca qualidade;

b)  Para facilitar a apreensão e captação da narrativa, os filmes deverão ser sempre que possível falados em português;

c)  No caso do filme ser falado noutra língua, um dos fundadores do clube deverá assegurar a sua tradução oral e gestual;

d)  Interromper o filme ou o fragmento fílmico colocando as suas questões e manifestando o seu apreço ou desapreço (bocejar, rir, chorar) pelo filme escolhido, da exclusiva responsabilidade dos fundadores do Clube.

e)  Ser desafiado pelo dinamizador ou dinamizadores da sessão;

f)  Os CineSéniores deverão ter passeios e lanches cinéfilos.

Artigo 5.º

Deveres dos CineSéniores

Os CineSéniores passaram as suas existências sempre vinculados a obrigações materiais, familiares, profissionais ou de outra natureza.

Assim, o  presente regulamento aprova a  máxima contraditória “É proibido proibir” aos CineSéniores.

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Artigo 6.º

Deveres dos Fundadores do Clube

Os fundadores do Clube devem:

a) Divulgar os filmes em condições de exibição apropriadas;

b) Potenciar a estimulação psico-cognitiva e afetiva dos CineSéniores;

c) Desenvolver parcerias que possibilitem passeios e lanches cinéfilos;

d) Convidar alguém para falar do filme ou da sua experiência;

e) Promover o diálogo intergeracional;

f)  Ser criativos.

Artigo 7.º

Direitos dos Fundadores do Clube

Os fundadores do presente clube ainda não satisfazem os requisitos que lhes permita usufruir de direitos.

Artigo 8.º

Disposições finais

 O presente regulamento entra em vigor imediatamente, salvo se algum cineSénior não compreender toda esta logorreia.

 

Amarante, 11 de Janeiro de 2018

 

 Elsa Cerqueira,                                                          Diogo Gonçalves,

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[Nota Marginal: Agradeço ao Diogo Gonçalves (Educador Social) e à Beatriz Lima (Diretora Técnica) serem cúmplices nesta aventura. Até breve.]

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