Arena, João Salaviza

Arena, João Salaviza

Ficha técnica:

Realizador: João Salaviza
Actores/Personagens: Carloto Cotta (Mauro), Rodrigo Madeira, Rafael Sardo
Género: Ficção- Drama
Produção: François d’ Artemare e Maria João Mayer
Portugal, 2009, 15’

Sinopse:

Chelas é a “arena”, o bairro onde Mauro – o gladiador – habita. Vive em prisão domiciliária. As tatuagens escondem o tempo. Os problemas da vida  parecem, circularmente, aprisioná-lo. O seu corpo move-se e respira em sintonia com o espaço e os planos. A violência física e psicológica alimenta-se de silêncios, da solidão e de olhares. Vencerá a desesperança?

Análise fílmica:

“Em “Arena” (2009) ele trabalha, com uma intuição visual não ingénua mas cultivada, sobre um conflito mínimo, elementar (o dinheiro, o guito), entre um jovem mais velho, Mauro/Carloto Cotta, e alguns miúdos. No início, em interior a proximidade da câmara prende-nos ao protagonista. A seguir, os exteriores utilizam o quadro arquitectónico para situar com precisão o cenário, para tal aumentando a distância a partir da qual assistimos à evolução do conflito em termos elementares. As personagens recortam-se então num cenário vasto que faz sobressair a sua solidão, o seu isolamento, o que o domínio do plano geral e do plano médio permite que seja feito em termos cinematograficamente muito precisos e claros, consistentes e sem a menor redundância, tudo seco, compreensível e de uma grande beleza, que não oculta, porém, o conflito, antes o situa na sua exacta dimensão.”
Carlos Melo Ferreira

“Mais do que captar as transformações de um lugar, interessa-me a tensão dos momentos em que nada se altera. O protagonista de Arena está confinado a um espaço e a um tempo limitados. Ao filmar o Mauro em prisão domiciliária, confrontei-me com a condição de um homem que não tem para onde ir. Segui esta ideia, desde o guião até à montagem. O princípio é de que os planos não se antecipam às deambulações do protagonista, nem lhe sugerem caminhos que ele, simplesmente, não pode ver. É justo para alguém que vive com grades nas janelas, e que está secretamente à espera que as coisas mudem para si”.
João Salaviza

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